De fevereiro para cá, muita coisa aconteceu.
Antes de mais nada, decidimos esperar um pouco com os esforços para a imigração. A Michele estava muito estressada com o fim do curso, e a decisão de fazer francês em Porto Alegre, por mais mole que seja - sábados, 1 vez por semana - sempre foi muito conturbada. O fato do Guilherme não ter 1 ano ainda ajudou, claro.
Boa parte do tempo foi apagamento de incêndios, então, como diria a Mafalda, de Quino, resolvemos cuidar do que é urgente e deixar o importante para depois. Não é o melhor, mas, enfim.
Até o momento, o que tem atrapalhado muito a gente é a organização do que tem que ser feito para emigrarmos. Até onde identificamos, existem alguns eixos básicos que devem ser observados, e o foco deve ser direcionado em cumprir requisitos nesses eixos. Destaco que esses eixos são descritos pensando em nosso caso particular. São eles:
- Língua: inglês e francês fluentes
- Formação: currículo atrativo às necessidades de saúde do Canadá (levando-se em conta que sou internista e reumatologista e a Michele terminou medicina e é enfermeira). Possivelmente será um bom negócio investir em um mestrado, coisa que estou patinando
- Contatos: tentar, através do mestrado e de congressos, ter contatos com o pessoal do Canadá. Pode ser que eu acabe encontrando pessoas de fora do Quebéc, o que é tanto melhor para fins de imigração (cai a necessidade do francês), mas eu gostei da idéia de ir par'aquele.
Bônus: valores em banco altos (não sei bem, mas me parece algo como 200-300K em dólares canadenses), permitem a imigração como investidor. Certamente azeita muita coisa.
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Vamos saltar uns 3 anos. Não fizemos nada novo, muito por conta de ir ao Canadá não ser uma prioridade. O Gui foi crescendo, a Michele encaminhou bem o trabalho, e conseguimos fazer uma excelente economia para o sonho.
Ano passado minha esposa decidiu que era hora de fazer a residência médica. Decidiu fazer prova para Medicina Interna, e, no fim do ano, após um ótimo desempenho nas provas, pode escolher onde faria. Depois de muito meditarmos, decidimos que a melhor opção para ela é o Hospital Moinhos.
A ideia é usar a residência como a mola propulsora para a saída ao Canadá. Eu busco fazer a fellowship e, com um tanto de sorte, a Michele consegue se encaixar na mesma instituição em um estágio. Eu sei, eu sei, é um puta longshot, mas não impossível.